Braga: São Bento da Porta Aberta elevado a basílica

O Santuário de São Bento da Porta Aberta vai receber este sábado o título de ‘basílica menor’, numa cerimónia presidida pelo arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, a partir das 11h00.

A decisão tinha sido anunciada a 11 de fevereiro, pelo arcebispo primaz, durante uma Missa a que presidiu no local de culto situado em Rio Caldo, Terras de Bouro.

O título é concedido pela Santa Sé a certas igrejas pela sua antiguidade ou por serem centros de peregrinações.

D. Jorge Ortiga referiu que este santuário é um “centro de espiritualidade”, ao qual acorrem todos os anos milhares de peregrinos devotos a São Bento, um dos motivos que mais pesaram na decisão tomada pela Congregação do Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

“O Santuário merece este título não apenas pela sua história, mas também por toda a devoção a São Bento, agora confirmada pela Santa Sé. Este é também um duplo desafio para o futuro”, salientou.

Segundo a página oficial do Santuário, o culto a São Bento, em Rio Caldo, deve a sua origem à influência dos monges de Santa Maria de Bouro, remontando ao século XVII:

O atual Santuário foi reconstruído no século XIX, tendo sido inaugurado um novo espaço de culto, junto ao templo primitivo, em 2002.

A tradição de percorrer a pé dezenas de quilómetros em direção ao Santuário de São Bento da Porta Aberta gerou os chamados ‘caminhos da Fé’, traçados pelos peregrinos.

A palavra basílica, com origem nos termos gregos ‘basileus’ (rei) e ‘basilikos’ (real), era utilizada na Roma antiga para designar grandes edifícios de reunião.

Há “basílicas maiores” e “basílicas menores”, de que são exemplo, em Portugal, a dos Mártires, em Lisboa; a Real, de Castro Verde; as de Nossa Senhora do Rosário e da Santíssima Trindade de Fátima; e a mais recente, a do Santo Cristo do Outeiro, na Diocese de Bragança-Miranda.

Notícia: Agência Ecclesia


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