História

Santuário implantado em meio urbano, sem se destacar relativamente à zona envolvente, integrado no Movimento de Schoenstatt, onde se defende o primado da espiritualidade, apostolado e educação, tendo como objetivo a formação do Homem Novo, agregando leigos de todas as idades, famílias, sacerdotes e comunidades de vida consagrada.

O Movimento teve início no século XX, por iniciativa de Joseph Kentenich e vários seminaristas alemães, com procura crescente a partir de 1914, data de deflagração da I Guerra Mundial. Expandiu-se por todo o mundo a partir dos anos 60 e, na região do Porto, nasce uma comunidade com este tipo de vocação, que veria o culminar dos seus esforços com a construção da Capela na década de 90.

O complexo de Canidelo é composto por uma capela e a Casa das Irmãs de Schoenstatt, retomando o modelo do centro espiritual alemão, rodeado por um pequeno jardim que individualiza o espaço da malha urbana.

A capela segue uma tipologia uniforme mundialmente, optando modelos nórdicos, com empenas muito acentuadas e telhado revestido a lousa. É de planta poligonal, composta por nave e capela-mor, com coberturas diferenciadas, a da capela-mor em falsa abóbada de aresta, uniformemente iluminada por janelas rasgadas nas fachadas laterais. Fachada principal muito aguda, com sineira no topo, rasgada por portal de verga reta. Interior com retábulo de talha em branco, composto por colunas torsas e remate em cornija, contendo a representação pictórica do orago e um pequeno nicho com o Crucificado sobre o sacrário.

Em todas as capelas do Movimento, surge, na capela-mor, a escultura de São Miguel, o orago primitivo da capela onde se iniciou o culto de Schoenstatt.



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